Agora este sobre a taxa turística

...“Anda Pacheco”...

«Boca» da Hermínia Silva, durante o instrumental, entre estrofes cantadas do “Fado da Sina”, incentivando o seu guitarrista Pacheco.

O Fado da Sina, pelos vistos continua, e Pacheco ainda “não meteu a viola no saco”, e por isso não vai haver taxa turística, pelo menos por enquanto.

A Hermínia já cá não está, mas cada um tem o Pacheco que merece, e o nosso toca desafinado, mas no entanto tem um grupo de fãs de várias proveniências políticas, que o apreciam e apoiam porque lhes dá jeito ouvir aquela música, que lhes evita o contratempo ou contravoto de terem que ser eles a tocá-la.

Ninguém quer taxas e muito menos pagá-las, sobretudo aqueles que maior facilidade teriam em fazê-lo.

E quando as há, julgava eu, que era preciso pagá-las, mas talvez não seja bem assim, e por isso há dias, quando soube que o Engenheiro, o “Mister”, tinha sido despedido, sempre pensei que seria por ele não pagar as suas taxas que deve, mas afinal foi só porque enquanto engenheiro, desenhou mal a arquitetura da seleção para o retângulo de jogo do catar mais uns trocos.

Afinal só fez o que tantos engenheiros fazem: «desenhar plantas», como o Sócrates, que até foi promovido.

Contradições do sistema, mas como diz o Presidente:

- Não se pensa nisso agora, concentremo-nos no que interessa!

Em 2017, dois anos depois da abertura do tráfego aéreo, prevendo a pressão que se geraria, o Programa de Candidatura a Ponta Delgada, que pelo BE encabecei, estabelecia para o Turismo: qualidade nossa a partilhar:

- Defesa do turismo como fator fundamental da economia e da geração de emprego, na preservação do equilíbrio necessário à sua sustentabilidade no ambiente, na natureza e em meio urbano controlando a pressão que aí gera na habitação, na mobilidade, no espaço público e nos resíduos, pela prorrogação do Ano Internacional do Turismo Sustentável para além de 2017.

- Adequação desta indústria ao frágil território que a autarquia gere, onde a Cidade é motor do Concelho, reconduzindo por reabilitação, unidades de alojamento devolutas, ou o legado património militar desativado, ou outro legado do nosso património identitário.

- Reforço da nossa identidade com investimento na Educação e Formação, por um Turismo de Natureza.

- Combate à precariedade laboral, aos salários baixos e sem horário.

- Criação da Taxa Turística geradora de receitas para a Reabilitação.

No meu entender, perante a indiferença que se sente no atalhar destas situações, que então enumerei, e quando algumas por inoperância e sobrepressão sentida se agravaram, continua o conjunto de recomendações a fazer sentido. No caso da taxa turística, depois de criada com âmbito regional, vai agora desaparecer. A taxa com caráter municipal, permitia, como implementado lá fora, e cujo valor diário anda entre o da bica e o da imperial locais, que cada município dispusesse de mais verbas para a Reabilitação, a estabelecesse com valores próprios, por ele indexados à categoria do estabelecimento turístico, e que, caso não a pretendesse aplicar, pura e simplesmente dela prescindisse. Os municípios consoante o número de dormidas, visitas, seriam deste modo, proporcionalmente compensados da pressão que o turismo exerce, enquanto uma taxa regional, viria a compensá-los, consoante a distribuição que a Região preconizasse, situação experimentada noutras situações e objeto de tantas reclamações e suspeições, mas era melhor que nada. Nenhum turista deixa de ir onde quer que seja, por beber menos uma imperial...