Audácia e coragem para Angra do Heroísmo

 

Angra do Heroísmo precisa de viver, em vez de sobreviver. É essa a principal distinção entre a candidatura e o programa do BE às próximas eleições autárquicas e as candidaturas do PS e do PSD/CDS.

Partimos para estas eleições com ideias claras sobre o que pretendemos para o futuro da cidade e do concelho e não escondemos nada, mas mesmo nada. Porque consideramos que os angrenses e terceirenses merecem toda, mas mesmo toda a sinceridade e coragem que um programa político deve conter.

Não escondemos que a gestão de resíduos (lixo) é um dos grandes desafios para a gestão autárquica, mesmo sabendo que não é um tema popular, no sentido mais eleitoralista.

Assumimos que o atual aterro sanitário não tem viabilidade e não tem cumprido com a estratégia de redução de deposição de resíduos biodegradáveis, nem os resíduos (lixo) depositados têm sido objeto de um tratamento prévio. Para reverter tal situação, propomos a instalação de uma central de tratamento biológico, mecânico e vermicompostagem, o que permitirá reverter a situação atual e aumentar, ainda mais, a taxa de separação e posterior reciclagem.

Esta é uma alternativa para quem, como os candidatos do PS e da coligação PSD/CDS, insiste na incineração como única solução para tratamento de resíduos, e que prossegue a lógica da inevitabilidade, que continua a fazer caminho.

Pelo menos, até agora, Álamo Meneses, António Ventura e Artur Lima não falam sobre o seu grande projeto, a instalação de uma incineradora que transformará a ilha Terceira na grande fábrica de conversão de resíduos não-perigosos em resíduos perigosos. Não somos os únicos a afirmá-lo, é a própria Comissão de Avaliação do Estudo de Impacto Ambiental, feito a este mega-projeto, que o confirma.

Temos vindo a desafiar Álamo Meneses, António Ventura e Artur Lima a aceitarem a possibilidade de se realizarem referendos locais (um na Praia da Vitória e outro em Angra do Heroísmo), dado o impacto que este mega-projeto, o qual custará, no mínimo 26 milhões de euros, terá na ilha Terceira, além de ser totalmente contrário ao plano estratégico para a gestão de resíduos do arquipélago. Contudo, até agora, não obtivemos qualquer resposta. Perante tal comportamento, só podemos concluir que têm medo do debate público que um referendo local promoverá e do escrutínio popular e que têm vergonha do seu grande projeto para a ilha Terceira.

Não se dinamizam cidades e concelhos com medo e vergonha, mas sim com coragem e audácia. Para ter medo e vergonha temos as candidaturas do costume, para a coragem e audácia temos o BE!