Escolher agora!

 

No próximo Domingo, somos chamados/as a escolher entre: continuar no ‘mais do mesmo’, ou dar mais força a novas políticas e a mais participação.

‘Mais do mesmo’ significa continuar a manter a teia de interesses que paira sobre as Autarquias, a opacidade das decisões e a negação da participação dos/as cidadãos/ãs, na vida autárquica.

E, no concreto, as questões são claras.

O Bloco de Esquerda/Açores apresentou, ontem, uma iniciativa legislativa que impede que as obras públicas derrapem mais de 5%, ao invés dos actuais 25%, que são a norma, na Região.

Trata-se de acabar com uma prática delapidadora dos dinheiros públicos, dinheiro que vai para os bolsos de alguns, ao mesmo tempo que falta dinheiro para desenvolver acções em defesa dos serviços públicos ou do apoio social. Portanto, a questão que se coloca é esta: vamos dar força a quem quer manter esta situação pouco clara, ou a quem se bate para acabar com esta sangria do nosso dinheiro?

Trata-se de dizer ‘não’ à incineração, criando um sistema de triagem e tratamento mecânico e biológico de resíduos, conforme prescreve o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores; um sistema que defenda o ambiente, promova a reciclagem, crie mais emprego e proteja a saúde pública. O contrário será avançar para investimentos megalómanos, que obrigam ao transporte dos lixos de toda a Região para S. Miguel e Terceira, almejando (como se diz, nos corredores do poder) entregar mais um negócio ao grupo Bensaúde, enqunto as pessoas, o emprego e a boa prática ambiental são assuntos menores.

Trata-se de acabar com as empresas municipais, que mais não são do que “câmaras dentro das câmaras”, longe, não só da fiscalização dos actuais órgãos autárquicos,  como das Assembleias Municipais e, por maioria de razão, das populações. Simultaneamente, são biombos para jogos de interesses, para empregar quem é amigo ou tem cartão do Partido. Manter este estado de coisas diminui a Democracia, favorece o clientelismo e custa mais dinheiro. E também é falso o argumento da manutenção dos postos de trabalho destas empresas, pois estes trabalhadores serão integrados nas Autarquias, como tem acontecido em variadíssimas Câmaras do País.

Trata-se de ter políticas de desenvolvimeto sustentável das nossas terras, em favor da qualidade de vida das pessoas: ou avançar para uma séria reabilitação urbana, ou continuar a ter o crescimento imobiliário, como alfa e ómega da política urbanística.

Na actual crise que nos foi imposta, trata-se de garantir às crianças e jovens com fome, refeições nas escolas (mesmo em tempo de férias escolares) e ATL’s em todas as freguesias, para as apoiar e às suas famílias, ou ter uma política de serviços mínimos para iludir incautos.

Não estamos, obviamente, condenados/as a continuar com as mesmas práticas e políticas que vêm de trás. Existem pessoas com propostas novas, que assentam na defesa dos/as munícipes contra os interesses, na partipação cidadã nos destinos das autarquias, na convivência com a natureza e não na voragem desta, para lucros particulares insaciáveis.

Há condições para mudar. Eu pugno por isso. Cabe a cada eleitor/a decidir se esta é a hora.