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Opinião:

  • A Câmara Municipal da Ribeira Grande apresentou recentemente as linhas gerais do seu Plano Municipal de combate às dependências, mas quando o esperado seria o confronto com a realidade da toxicodependência no concelho e medidas concretas para a sua prevenção e combate, o que tivemos foi um discurso sobre os beneficiários de apoios sociais, que a direita intitula de “subsidiodependentes”.

  • Foi evidente o desconforto de algumas bancadas na apresentação do voto de saudação às iniciativas de orgulho LGBTQIA+. Desde o discurso do deputado do CHEGA, que se refere às iniciativas como um “circo”, à ausência de deputados na votação, inclusive do deputado da Iniciativa Liberal.

  • O trabalho para retirar os símios da Povoação sempre continuou, mesmo quando pelo meio surgiu uma pandemia e uma guerra. É importante que exista consciência política de que as soluções se fazem unindo esforços e não quebrando pontes.

  • A realidade é que o caminho que se vinha a fazer acentuou-se desde as últimas eleições autárquicas, com a autarquia da Ribeira Grande a recorrer a ajustes diretos em 88,5% dos contratos realizados.

  • Não basta falar na prevenção de burnout, é preciso implementar respostas para garantir que não se ultrapasse o limite físico, mental e emocional, e isto passa pelo investimento em mais formação, melhores condições de trabalho e remuneratórias para  atrair e fixar enfermeiros na região.

  • O que os nossos profissionais de saúde pedem é estabilidade, melhores condições remuneratórias, de trabalho e de progressão de carreira.

  • Os jovens acabam por esbarrar nas mesmas condições bancárias que inibem os acessos por falta de garantia. Em vez de a autarquia querer mimetizar o efeito bancário, não deveria adotar estratégias que promovam o efetivo acesso à mesma?

  • O nosso objetivo é estruturar um plano para prevenir e combater a toxicodependência com a apresentação anual dos respetivos resultados. A grande diferença entre a nossa proposta e a da Câmara da Ribeira Grande é que a nossa não se limita a delegar responsabilidades, mas sim a nos comprometer para a sua resolução. 

  • O pedido de reforço de policiamento é essencial mas não resolve o problema. A toxicodependência já existia, está disseminada e sem uma estratégia de mudança da condição económica e social destas pessoas não há tratamento que aguente.

  • O lema da COFACO é “Tudo começa no mar”, no entanto ao longo de vários anos o que se tem verificado são as descargas de resíduos industriais realizadas pela fábrica situada em Rabo de Peixe.