Celebrando protocolos, delegando responsabilidades

Após a notícia de que a Câmara Municipal da Ribeira Grande iria reforçar o policiamento como forma de combater os atuais delitos, apresentámos a nossa solução que consiste num Plano Integrado de Prevenção e Combate à Toxicodependência. 

O nosso objetivo é estruturar um plano que permita prevenir e combater a toxicodependência com a apresentação anual dos respetivos resultados, de forma a garantir rigor, acompanhamento e transparência. Só assim conseguimos reduzir o número de toxicodependentes e permitir que o reforço policial consiga dar resposta e garantir a segurança da população.

Pouco tempo depois da apresentação da nossa solução, surge a notícia de que a Câmara Municipal da Ribeira Grande e a PAV- Projeto de Apoio à Vida celebraram um protocolo para “dar resposta à problemática da toxicodependência e que passa pelo tratamento dos toxicodependentes e posterior integração na sociedade”. Mas então não era esta a missão do antigo CLIT (Centro Local de Intervenção de Toxicodependências) e dos protocolos assinados com a ARRISCA (Associação Regional de Reabilitação e Integração Sociocultural dos Açores)?

Segundo o comunicado, o protocolo com a PAV “tem a duração de cinco anos, podendo ser renovado automaticamente, e prevê a cedência por parte da Câmara da Ribeira Grande de um espaço para atendimento permanente, localizado na rua East Providence.” Tudo isto soa a algo extremamente repetitivo e indicativo de que as intervenções do passado não foram convenientemente trabalhadas, avaliadas e estruturadas para conseguir dar resposta ao problema. 

Delegar responsabilidades é a forma mais fácil de tentar resolver os problemas, no entanto é preciso não esquecer de quem é o dever de apresentar os resultados e promover as intervenções eficazes. 

A grande diferença entre a nossa proposta e a da Câmara da Ribeira Grande é que a nossa não se limita a delegar responsabilidades, mas sim a nos comprometer para a sua resolução.