“Quando os vossos filhos não tiverem pão, não tiverem educação, não tiverem emprego, não tiverem futuro e nem um País…, lembrem-se em que sofá estiveram sentados”.
Ana Fernandes (professora)
Que existe um programa escondido, já nos apercebemos, sem grande esforço, face às medidas atentórias dos fundamentos do regime democrático em que este governo de direita se movimenta impunemente. As práticas fascizantes, as atitudes coléricas, a propaganda obscura e intimidatória são comprovantes, mais que evidentes, dos métodos desta estirpe antidemocrática mascarada duma competência que, cada vez mais, se orienta para o desmantelamento de todas as conquistas alcançadas após 1974.
Este governo de direita revanchista é a “testa de ferro” da vingança que os donos de Portugal juraram infligir ao Povo português por este ter ousado pôr em causa o seu domínio absoluto.
Somos governados por animais - cada qual com o significado e carga semântica própria - a condizer com as suas atitudes, intenções e práticas governativas. Neste zoológico político cada qual se move em conformidade com os seus próprios objetivos, pelo estímulo próprio da sua espécie e ordem, de acordo com a jaula que ocupa, em função da ração que o alimenta, ou do estábulo que lhe está prometido.
Capitaneados por um chefe de fila que apadrinhou um seu clono e indigitou o aluno subserviente perfeito, a matilha também adotou uma velha raposa, arguta e insinuante que tanto menospreza as uvas - alegando estarem verdes - porque não estão ao seu alcance, como inverte o discurso para não perder a oportunidade de participar no banquete, sempre que suspeita da queda de algum bago.
À volta desta bestialidade, pululam as hienas em estúpidas gargalhadas sem sentido, a não ser que riam de si próprias por apenas terem relações sexuais uma vez por ano e viverem alimentando-se dos excrementos de outros animais. São os obcecados que, na sua natural estupidez, se entretêm a lançar a confusão entre os mais incautos, principalmente, nas redes sociais.
Os abutres, em sinistros voos circulares, aguardam pacientemente pelos restos putrefatos das presas que, de forma incauta, vão sucumbindo à armadilha engendrada, enquanto os tubarões, insaciáveis, perseguem tudo o que se mexe, infligindo e mantendo um clima de terror sobre quem ouse discordar ou, sequer, perguntar se não há alternativa.
De cada vez que se entreabre a porta duma jaula dourada descobre-se um BPN, compadrio generalizado, corrupção a rodos, buracos orçamentais, derrapagens em obras públicas concessionadas a privados, doutoramentos de pacotilha, incompetência deliberada, tráfico de influências, e outras que tais, num rol sem fim.
Mas, apesar de tudo isto, ainda há quem - a acreditar nas sondagens - dê o seu apoio aos partidos promotores destas enormidades e acredite nas suas patranhas. Tudo isto me faz lembrar o clássico de literatura “O Triunfo dos Porcos”. Estamos realmente entregues à bicharada.