“A austeridade só serviu para empobrecer o País”

O Bloco de Esquerda esteve esta tarde nas ruas de Ponta Delgada para lembrar as pessoas que votar no PSD, no CDS e no PS é votar na austeridade que começou com os PEC – Planos de Estabilidade e Crescimento – do PS e que foi continuada pela Troika e pelas políticas ‘além da troika’ do PSD e do CDS.

“A grande mensagem que as pessoas nos têm transmitido na rua é que é preciso uma mudança a sério. E essa mudança passa por dar mais força e mais deputados ao Bloco de Esquerda para que seja possível continuar a fazer a diferença na vida das pessoas”, disse o candidato António Lima, que salientou o trabalho desenvolvido pela porta-voz do partido, Catarina Martins – que tem recebido muitos elogios nas ruas dos Açores – não só nesta campanha, mas ao longo dos últimos quatro anos, no parlamento.

“Diziam-nos que era preciso cortar nas gorduras do Estado porque tínhamos uma dívida insustentável e um défice descontrolado. Passos Coelho garantiu que não ia cortar pensões e salários, mas assim que tomou posse, a primeira coisa que fez foi cortar pensões e cortar salários, chamar-nos piegas, mandar os jovens emigrar e condenar o país à pobreza”, disse o candidato do BE, que perante esta incoerência questionou: “Alguém ainda acredita em Passos Coelho e Paulo Portas?”.

António Lima aponta mais incoerências aos partidos que têm governado Portugal: “dizem-nos que está tudo bem”, mas “já se comprometeram em cortar 600 milhões de euros nas pensões, já se comprometeram com o Tratado Orçamental que implica mais austeridade durante mais quatro anos, e sabe-se lá até quando, e já se comprometeram a reduzir a taxa social única para as empresas, pondo em risco a Segurança Social”.

Além disso, os mais recentes dados sobre o país mostram que a receita da austeridade não funciona: “Ontem soubemos que o desemprego subiu, hoje soubemos que a dívida pública continua a aumentar, e que durante o ano de 2014, mais 10 mil portugueses emigraram – o que explica a anterior descida do desemprego”.

O PS também não escapa às críticas do candidato do BE, que afirma que é necessário “uma alternativa real, uma alternativa de esquerda, que não desista de ter um programa eleitoral com medidas de esquerda”.

António Lima aponta o caminho para o futuro: “Renegociar a dívida, recuperar salários e pensões, e dar apoio aos 700 mil desempregados que não têm acesso ao subsídio de desemprego”.

Questionado sobre as sondagens, António Lima, disse que “as pessoas devem votar em consciência, naquilo que acreditam, sem ligar às sondagens”.

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