“É preciso continuar esta luta contra a violência doméstica”

“É preciso continuar esta luta contra a violência doméstica, um flagelo que não tem idade, nem status social”, disse a deputada Alexandra Manes.

No âmbito de um voto apresentado pelo PSD sobre este assunto, a deputada do Bloco de Esquerda salientou que foi pela voz de Francisco Louçã e Luís Fazenda – dois fundadores do Bloco de Esquerda e “dois grandes feministas” – na Assembleia da República, que foi possível quebrar o tabu para que se começasse a falar destes crimes que aconteciam dentro de portas e que até eram aceites pela sociedade.

Alexandra Manes recordou uma proposta do Bloco aprovada em abril no parlamento dos Açores com medidas para promover uma maior proteção das vítimas de violência doméstica, numa altura em que devido ao confinamento havia um risco acrescido para a ocorrência de situações de violência doméstica.

A deputada do Bloco alertou para a importância de se fazer um trabalho junto dos mais jovens, “porque os dados apontam para uma normalização das situações de violência no namoro” e alertou também para o aumento das situações de violência contra os idosos, chamando a atenção para um fenómeno cada vez mais recorrente e que precisa de respostas adequadas: mulheres que, na casa dos sessenta anos, decidem dar um novo rumo à sua vida, pondo fim a situações de violência que se prolongavam há muito tempo e que as únicas respostas que encontram são ficar no hospital ou ir para um lar de idosos.

“Uma vítima de violência doméstica com sessenta anos, que seja autónoma, não precisa de ir para um lar, precisa de uma resposta que lhe permita ter uma vida digna, sem violência”, disse Alexandra Manes.

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