O Bloco de Esquerda defende que as decisões sobre a gestão do mar dos Açores e dos seus recursos “não pode estar dependente da vontade ou da cor partidária do Governo da República que esteja em funções”, por isso a deputada Zuraida Soares voltou a defender, hoje, no parlamento dos Açores que deve ficar garantido, na lei, o poder vinculativo da Região sobre estas matérias.
A deputada do BE mostrou-se “chocada com a posição do PS”, que impediu, hoje, a constituição de uma comissão parlamentar cuja finalidade seria trabalhar na apresentação de propostas concretas para a defesa do mar dos Açores.
É urgente tomar medidas que garantam a defesa dos interesses dos Açores, “antes que o fundos marinhos do arquipélago comecem a ser escavacados e saqueados por grandes empresas multinacionais”, alertou Zuraida Soares.
Aliás, esta sempre foi uma preocupação do BE Açores, que fez questão de incluir no programa nacional do partido nas últimas legislativas para a Assembleia da República a atribuição de poder vinculativo – e não meramente consultivo – à Região, face ao Estado Português, no que diz respeito à gestão do mar dos Açores.
“Garantir este poder de decisão sobre a gestão do mar, é garantir o futuro dos Açores, com um novo paradigma económico e social, em que o mar tem um papel essencial”, disse a deputada, lembrando que o BE foi o único partido que assumiu um posição clara, a nível nacional, de defesa dos interesses dos Açores nesta matéria.
A atitude do PS, ao chumbar a constituição de uma comissão com a finalidade de elaborar propostas concretas que defendam os interesses dos Açores na gestão do mar, “é incompreensível”, e demonstra, não só, que o PS não tem uma estratégia para o desenvolvimento económico dos Açores, nem tem ordem do partido, a nível nacional, para lutar pelo aumento de poder de decisão da Região sobre o seu mar, mas também que, para o PS, o aprofundamento da Autonomia deve passar só pelo acessório, e não pelo essencial.