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“Enquanto a economia não estiver a criar emprego o País vai continuar em recessão”

 

“Enquanto a economia não estiver a criar emprego o País vai continuar em recessão” disse Catarina Martins em resposta ao anúncio feito hoje por Paulo Portas de que o fim da recessão técnica estaria por semanas. Aliás, lembrou, é o próprio Governo que prevê o aumento de 50 mil novos desempregados para 2014.

Nas próximas semanas o Bloco de Esquerda vai apresentar uma série de medidas que pretende ver inscritas no Orçamento de Estado para 2014 que assentam em três eixos fundamentais: Garantir a sustentabilidade da dívida pública para evitar segundo resgate, corrigir injustiças que agravam as desigualdades, e potenciar a criação de emprego e o crescimento económico. O anúncio foi feito esta tarde em Ponta Delgada pela coordenadora nacional do BE.

“Se este governo estivesse quieto a economia estaria já melhor”, disse a coordenadora do BE, lembrando que “as medidas do Governo PSD/CDS destruiram meio milhão de postos de trabalho e mais de 20 mil milhões de euros do País”.

Segundo um inquérito do Instituto Nacional de Estatísticas, as principais preocupações das empresas portuguesas são a falta de financiamento e as más perspectivas de venda. No entanto, paradoxalmente, o Orçamento de Estado em nada responde a estes problemas.

Por sua vez, o Bloco de Esquerda centra as suas propostas no crescimento do mercado interno e na facilitação de financiamento como medidas que geram emprego e riqueza.

“Em Junho de 2014, se o actual rumo se mantiver, não estaremos livres da Troika, mas sim a entrar num novo programa de austeridade”, alertou Catarina Martins, acrescentando que “para sair da crise é preciso um novo governo e um novo rumo, porque este governo não tem legitimidade para negociar uma um novo programa de austeridade – chame-se segundo resgate ou programa cautelar”.