“Privatização do ‘handling’ da SATA é estratégia absurda”: Bloco quer travar processo e renegociar com a Comissão Europeia

O Bloco considera que privatizar o ‘handling’ da SATA é uma estratégia absurda e deve ser travada. “Todas as decisões, principalmente quando são más decisões e com consequências extremamente negativas, devem ser revertidas”, afirmou António Lima, após reunião com o SITAVA.

O deputado do Bloco criticou o Governo por nem sequer ter tentado negociar outras soluções com a Comissão Europeia.

Em maio ou junho o parlamento dos Açores vai debater e votar uma proposta do Bloco que defende a elaboração de um novo plano de negócios que assegure a manutenção da totalidade do capital da nova empresa de assistência em escala no Grupo SATA, que deverá depois ser apresentado à Comissão Europeia.

António Lima voltou a insistir que o ‘handling’ é um serviço essencial para o Grupo SATA e que não faz qualquer sentido privatizar um serviço que vai criar um monopólio natural nas mãos de uma empresa privada que, ainda por cima, irá receber subsídios públicos para ser viável, como já assumiu o próprio presidente do Governo Regional.

Recentemente foi veiculado que o ‘handling’ da SATA provocava 36 ME de prejuízo, mas não foram contabilizadas as receitas que gera e que não há atividade da SATA sem um serviço de ‘handling’. “Seria o mesmo que vender os serviços de manutenção e esperar que os aviões continuassem a voar”, explicou o deputado do Bloco.

Além das consequências negativas para a empresa e para a Região, António Lima assinalou que o próprio prazo de privatização até ao final de 2026 é praticamente impossível de cumprir, “a não ser que se faça tudo a martelo”.

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