Açores devem ter acesso a crédito em condições idênticas às do empréstimo da Troika a Portugal

 

O Bloco de Esquerda/Açores defende que o dinheiro necessário para a gestão da dívida do Serviço Regional de Saúde deve ser assegurado por um empréstimo contraído junto do Governo da República, no mínimo, nas mesmas condições do dinheiro emprestado pela Troika. “Se há dinheiro para emprestar, em condições favoráveis, aos bancos, também tem que haver para emprestar aos Açores”, disse, em conferência de imprensa, a líder da bancada do BE na Assembleia Legislativa dos Açores, que desafiou Vasco Cordeiro e Berta Cabral a clarificarem as suas posições sobre esta matéria.

Zuraida Soares apontou o dedo à introdução dos “Hospitais EPE” e à criação da Saudaçor, considerando que apenas contribuiram para esconder a suborçamentação do sector da Saúde e para favorecer clientelas políticas e empresariais, propondo que se coloquem os três hospitais da Região sob tutela de uma única administração e que se feche a Saudaçor, transferindo os seus trabalhadores e as suas funções para a Secretaria Regional da Saúde.

“Desta maneira, poupamos recursos que devem ser postos ao serviço das populações, ganhamos em transparência e potenciamos poupanças ainda maiores”, considera a deputada do Bloco.

Zuraida Soares reiterou que os serviços prestados pelo Serviço Nacional de Saúde aos doentes Açorianos não têm que ser pagos pela Região – uma vez que a Constituição Portuguesa confere o direito de acesso aos serviços que o SRS não tenha condições de proporcionar –, e que as facturas das evacuações efectuadas, em casos urgentes, pela Força Aérea, nos Açores, também não podem ser imputadas à Região, “até porque não existe um serviço com as características e com o apoio aéreo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)”, e porque “a Força Aérea existe para servir todo o País”.

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