Alexandra Manes, deputada do Bloco de Esquerda, confrontou hoje o secretário regional da Agricultura com a situação de tratamento desigual a agricultores das Flores, que perante as dificuldades de exportação de gado devido aos problemas do porto provocados pelo furacão Lorenzo, receberam do Governo apoios diferentes, apesar de enfrentarem dificuldades idênticas.
No passado dia 5 de janeiro, a RTP Açores transmitiu no Telejornal, uma notícia, na qual alguns empresários agrícolas, da ilha das Flores, mostravam o seu desagrado relativamente à postura do Governo Regional, face às dificuldades que estes empresários enfrentam, no que à exportação de gado diz respeito.
Nesta reportagem, um dos empresários agrícolas referiu que tinha contactado o secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural e que este assegurou alimento para 15 dias ao gado bovino e que tinha assumido o compromisso de que iria providenciar transporte para a exportação do mesmo.
Nesta mesma reportagem, o secretário regional diz ainda que o Governo trata “todos de igual forma”, mas não foi isso que aconteceu. O que, aliás, ficou demonstrado por uma carta de uma agricultora das Flores – que a deputada do Bloco fez distribuir por todos os deputados e todas as deputadas – que dava conta desta discriminação por parte do Governo, no que diz respeito ao apoio para a alimentação do gado que ficou à espera de oportunidade para ser exportado.
Na sequência destes acontecimentos, a 18 de janeiro, o BE submeteu um requerimento por forma a compreender essa desigualdade de tratamento entre os empresários agrícolas, mas na resposta a este requerimento, o Governo Regional dos Açores referiu que o assunto estava ultrapassado, com a publicação, à data de 27 de janeiro, da Portaria n.º 3/2021.
Mas a resposta do Governo foi apenas uma tentativa de “atirar areia para os olhos” ou até “tapar o sol com a peneira”, disse a deputada Alexandra Manes. Isto porque a desigualdade de tratamento entre os empresários agrícolas, manteve-se injustificada, até porque a supracitada portaria é a prova da manifesta desigualdade entre a verba atribuída ao empresário agrícola que revelou o contacto e ajuda por parte do secretário regional da Agricultura e os apoios financeiros concedidos aos restantes criadores de animais bovinos da ilha das Flores.