Alexandra Manes exige mais empenho da União Europeia na luta contra a violência de género

A candidata, do BE/Açores, ao Parlamento Europeu, reuniu hoje com a direção da Delegação da UMAR, em Angra do Heroísmo.

Alexandra Manes salientou todo o trabalho que tem sido desenvolvido em prol do combate e prevenção à violência de género, o qual tem sido feito de forma estruturada, nas últimas décadas, com consenso político que permitiu um quadro legislativo para o efeito, e o papel muito importante que a UMAR, outras associações e ONG têm nos avanços conseguidos.

No entanto, a candidata considera que “em pleno século XXI debatermo-nos com questões desta natureza demonstra o tempo de violência que tem sido exercido sobre as mulheres. É incompreensível que em 4 meses, tenham sido vítimas de femícidio 14 mulheres, em Portugal. Um flagelo social que deveria envergonhar-nos a todos.”

Alexandra Manes relembrou os números oficiais de participações que constam no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), onde os Açores apresentam a taxa de incidência mais elevada, com 3,9%, revelando a sua preocupação com as denominadas cifras negras, que se referem aos casos que não são denunciados.

“A violência doméstica é um crime público, como tal toda e qualquer pessoa deve denunciar situações desta natureza. Não podemos ser cúmplices. No entanto, é necessário que as vítimas sintam segurança na resposta que o Estado lhes dá, valorizando as suas queixas, rompendo com estereótipos de género e com uma tolerância 0 à impunidade dos agressores.”, salientou a candidata.

Alexandra Manes referiu ainda que a União Europeia não pode por um lado criar, e bem, comissões de trabalho para apurar o desequilíbrio existente entre homens e mulheres, com base na Convenção de Istambul, e por outro lado fazer ataques ferozes à contratação coletiva de trabalho, ao aumento do salário mínimo, às dificuldades do despedimento de pessoas com contrato sem termo.

“Para um combate sério à violência de género é necessário ir à raiz do problema, efetivando políticas publicas que visem o fim do ciclo de pobreza que atinge até à 3ª geração, acabar com a precariedade laboral seja nos horários, seja nos salários, num investimento na educação, na saúde, entre outros, mas infelizmente para a União Europeia é mais importante aprovar políticas financeiras do que medidas sociais.”, lamentou Alexandra Manes

A candidata realçou a importância de fortalecer o Parlamento Europeu com mais deputadas e deputados do BE para que esta causa tenha maior expressão nas instâncias europeias.

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