O Governo Regional atribuiu mais de 7 milhões de euros de subsídios ao longo dos 12 dias de campanha eleitoral. António Lima fala em “rios de dinheiro” e acusa o Governo de PSD, CDS e PPM de falta de ética.
O presidente do PSD, que há pouco tempo dizia que “os líderes partidários que entram na campanha autárquica deviam falar dos projetos autárquicos e não da política regional” é o mesmo presidente do Governo Regional que despejou subsídios “em tudo era instituição local durante a campanha”.
“Muitos deles serão justos e necessários é certo. Mas o ano tem 365 dias e escolheram os 12 dias de campanha para despejar esses milhões por todo o lado”, salienta António Lima, acrescentando que “o governo entrou na campanha, não com palavras, mas tentando comprar o voto das pessoas com o dinheiro público! É assim que a direita faz política”.
O coordenador do Bloco de Esquerda nos Açores, que falava hoje num comício que juntou as candidaturas de Ponta Delgada, Ribeira Grande e Lagoa, lamentou também que outros partidos tenham transformado estas eleições “numa feira em que o que se compra são votos e a moeda são tintas, cimento e promessas de esmolas”.
E contrapõe com aquele que é a postura do Bloco de Esquerda: “Nestas eleições e nesta campanha fizemos a diferença também pela postura. Oferecemos às pessoas ideias, trabalho e dedicação”.
“No Bloco somos assim, dedicados ao trabalho pelas pessoas, intransigentes na luta contra os interesses instalados e o compadrio!”, acrescentou.
António Lima elogiou os candidatos e as candidatas do Bloco de Esquerda nesta campanha: “Têm a competência e a garra para mudar os seus concelhos. Precisam agora da força que só o voto popular pode dar”.
O coordenador do Bloco de Esquerda, que discursava perante uma plateia repleta de apoiantes no Cine Teatro Lagoense disse que o Bloco quer “uma política diferente”, que responda à necessidade de habitação, para que quem trabalha, quem é precário, quem está desempregado possa ter casa, para termos autarquias que não estejam ao serviço do negócio imobiliário, para que haja melhores transportes públicos, para acabar com as discriminações que persistem, para que o ambiente seja central em todas as decisões.
“Os autarcas do Bloco serão fiéis a estes princípios, disponíveis juntar forças e trabalhar em conjunto com outros”, concluiu o líder regional do partido.