António Lima é um dos signatários do apelo internacional à proteção da missão que pretende levar ajuda humanitária a Gaza

Foto de shot.by.shana/Instagram

António Lima, deputado do Bloco de Esquerda no parlamento dos Açores, é um dos subscritores do apelo internacional dirigido aos governos com vista à proteção da missão humanitária da “Global Sumud Flotilla”, que pretende levar ajuda humanitária a Gaza.

Este apelo inclui a assinatura de eurodeputados, deputados e vereadores portugueses, incluindo a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua – que integra esta missão humanitária –, o ex-líder do PS, Pedro Nuno Santos, os atuais líderes do Livre e PAN, Rui Tavares e Inês Sousa Real.

O documento, assinado por mais 160 representantes eleitos de vários quadrantes políticos e de países europeus e sul-americanos, é um apelo dirigido aos governos com vista à proteção da missão humanitária que junta delegados de mais de 40 países em dezenas de embarcações que espera conseguir chegar a Gaza dentro de duas semanas.

Os subscritores pedem a abertura de pelo menos um corredor humanitário imediato, seguro e permanente para Gaza, considerando que se trata de um imperativo moral, legal e humanitário.

“A população civil deve ter acesso a ajuda humanitária, livre de quaisquer constrangimentos ou atrasos”, refere o documento.

Além disso, os signatários do apelo salientam que “a iniciativa ‘Global Sumud Flotilla’ é legal e que, por isso, não pode ser atacada ou bloqueada”.

Acabar com a utilização da fome como arma de guerra, que é uma violação do artigo 54 dos extraprotocolos da Convenção de Genebra, e respeitar o direito do povo palestiniano de viver em paz e em liberdade no seu território é outra das exigências do documento.

“Reafirmamos o nosso compromisso coletivo com a paz, dignidade humana e direito internacional. A história irá julgar-nos não pelas nossas palavras, mas pelas nossas ações na proteção da vida humana nos seus momentos de vulnerabilidade”, lê-se no último parágrafo do documento.

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