A audição da Autoridade Nacional da Aviação Civil, hoje, no parlamento, por iniciativa do Bloco de Esquerda, foi muito importante para tranquilizar a população em relação à segurança da pista do Aeroporto da Horta e deixou claro que foi o absoluto desleixo e negligência por parte ANA/Vinci na divulgação de informações às companhias aéreas e na entrega de documentação técnica ao regulador, que levou à imposição de limitações na pista que provocaram prejuízos económicos e alarme social que poderiam ter sido evitados.
A presidente da ANAC explicou no parlamento, em resposta a questões colocadas pelo deputado António Lima, que as limitações na utilização da pista foram comunicadas às companhias aéreas com base em informação técnica disponibilizada pela ANA/Vinci, e que estas limitações só foram levantadas depois de ser enviada informação mais detalhada que dava garantias de segurança da operação.
Ficou claro que a ANA teve duas falhas: por um lado não comunicou atempadamente à ANAC as informações detalhadas sobre as condições do pavimento da pista que evitariam a imposição de algumas limitações e por outro lado a ANA também não comunicou às companhias aéreas os problemas que tinha inicialmente identificado, obrigando a ANAC a intervir, substituindo-se à concecionária do aeroporto de modo a garantir as condições segurança da operação aérea no aeroporto da Horta.
Também por proposta do Bloco de Esquerda, a ANA será ouvida no parlamento sobre esta matéria.
Ambas as audições foram requeridas no seguimento da emissão e posterior cancelamento de avisos pela ANAC que levaram a restrições nas ligações da Horta a Lisboa durante três dias do mês de abril. Tanto as restrições em si quanto o repentino levantamento das mesmas, sem que fossem acompanhadas de uma explicação técnica detalhada do sucedido, causaram justificadas dúvidas na população faialense, que a audição de hoje permitiu colmatar em grande medida.