Aumento do salário mínimo e pensões mais baixas nos Açores travado pelo PS

 

A recusa do PS em aprovar a proposta do Bloco de Esquerda para o aumento do salário mínimo regional em 10 euros por mês e aumento das pensões mais baixas em 15 euros por mês revela que o partido que suporta o Governo Regional está do lado da Troika e do lado dos interesses instalados. O PS foi o único partido a votar contra.

Esta posição da maioria socialista revela também uma enorme incoerência, já que, no seguimento desta proposta do BE, o PS apresentou uma proposta para o aumento do salário mínimo a nível nacional, que não passa de uma forma de luta política contra o PSD e o CDS. “Uma postura de ‘faz o que eu digo, não faças o que eu faço’, que não se preocupa minimamente com a vida dos trabalhadores e das trabalhadoras dos Açores”, lamenta a deputada do BE.

Zuraida Soares lembra que os salários nos Açores são, em média, 90 euros mais baixos do que no continente, e que as empresas açorianas recebem mais apoios públicos do que as do continente, e considera que um aumento de 10 euros é insignificante para as empresas, mas que faz toda a diferença para a vida das pessoas, e igualmente para a dinamização da economia regional: “É a falta de poder de compra das famílias que está a matar o mercado interno, levando empresas à falência, e ao consequente aumento de emprego”.

“Cinismo político inaceitável”, é assim que a deputada do BE classifica a proposta do PS para que seja a Assembleia da República a aumentar o salário mínimo, quando tem o poder para o fazer nos Açores: “Uma proposta que troça da pobreza, da miséria e do sofrimento dos trabalhadores dos Açores”.

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