BE confronta Governo com preocupação dos trabalhadores da Norma Açores

Perante a indefinição relativamente ao futuro da empresa Norma Açores – cujo concurso público de alienação terminou sem que surgisse qualquer interessado –, o Bloco de Esquerda pergunta ao Governo – através de requerimento – se será lançado novo concurso, e que medidas pretende o Governo introduzir nas condições do processo de alienação para salvaguardar os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores.

É do conhecimento do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda a existência de um abaixo-assinado, subscrito por todos os trabalhadores da empresa, em que estes demonstram a sua preocupação quanto ao futuro da empresa e dos seus postos de trabalho, devido à situação de indefinição que a empresa vive.

Recorde-se que, no âmbito da reestruturação do setor Público Empresarial Regional, foi deliberada a alienação total da participação que a EDA detém na Norma Açores. No entanto, o concurso lançado a 12 de novembro de 2018 e que terminou a 24 de janeiro de 2019 ficou deserto, não tendo surgido nenhum interessado na sua compra.

A Norma Açores tem 55 trabalhadores e desenvolve a sua atividade em todas as ilhas do Arquipélago. A empresa registou, em 2017, um volume de negócios de 3,1 milhões euros, tendo um resultado positivo líquido de 77 mil euros.

A EDA – Eletricidade dos Açores, SA (EDA) é o maior acionista da Norma Açores e detém 62,625% do seu capital social. Os restantes acionistas são a Consulmar SGPS,SA, com 25,5% do capital, a Açoreana de Seguros com 5% e a Norma Açores com 6,875%.

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