BE considera absolutamente prioritária remoção de amianto na Escola das Capelas

O Bloco de Esquerda considera absolutamente prioritária a realização de obras na Escola Básica das Capelas para a remoção das coberturas com amianto e exige a realização de estudos epidemiológicos e o acompanhamento e monitorização do estado de saúde de toda a comunidade escolar, tal como estabelece a legislação nesta matéria.

“Falta cumprir a legislação que obriga à realização de estudos epidemiológicos nos locais onde há maior risco de contaminação pela presença de amianto. Onde é que estão estes estudos de monitorização e acompanhamento da saúde da comunidade escolar? Não existem...”

Numa visita realizada esta manhã à Escola Básica Integrada de Capelas, a deputada Zuraida Soares considerou inaceitável que a remoção de amianto desta escola não seja uma prioridade  para o Governo Regional, principalmente tendo em conta que foi uma das primeiras escolas a dar conta da existência desta substância, em 2010, e tendo em conta que, desde a sua construção, há 30 anos, não sofreu qualquer intervenção profunda nas suas instalações.

A degradação da escola é evidente, e a deputada do BE ouviu queixas, não só da representante dos pais da escola – que acompanhou a visita –, mas também dos próprios alunos, durante o recreio, que se queixaram de portas e janelas que não abrem, salas em que chove dentro, vidros partidos, falta de condições para a prática de desporto, entre outras situações.

Em declarações aos jornalistas, a deputada do BE alertou para o perigo a que toda a comunidade escolar – alunos, professores e funcionários – está sujeita, e salientou que, embora não seja possível estabelecer uma relação directa entre a exposição ao amianto e o aparecimento de casos de cancro, também não é possível afirmar o contrário, e o facto é que têm surgido, nos últimos anos, vários casos de cancro nesta escola.

“É bom lembrar que estamos a falar com uma substância que a Organização Mundial Saúde considera um dos principais desafios para a saúde pública, e cujos efeitos nefastos podem surgir até décadas depois da exposição a este material”, disse a deputada.

Zuraida Soares manifestou ainda o apoio à petição que pretende denunciar estas situações, que já tem mais de mil assinaturas, e que deverá ser entregue no parlamento açoriano em breve.

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