BE critica falta de apoio para o transporte não urgente de doentes

Os atuais critérios do apoio ao transporte não urgente de doentes foram alvo de críticas do Bloco de Esquerda, que defendeu hoje no parlamento uma proposta que pretendia – entre outros aspectos - garantir a isenção do pagamento do transporte sempre que a situação clínica o justificasse, designadamente no caso de necessidade de tratamentos prolongados ou continuados.

O Bloco de Esquerda pretendia contrariar as injustiças criadas pelo Governo Regional, através de portaria, que limitam o apoio ao transporte não urgente de doentes a um máximo de 10 euros, em função apenas dos rendimentos do doente, ignorando as distâncias percorridas.

“Então e as distâncias? Não são uma variável a ter em conta? Uma deslocação de táxi do Nordeste para Ponta Delgada custa o mesmo que dos Arrifes para Ponta Delgada, por exemplo?”, questionou Zuraida Soares, considerando os atuais critérios inadmissíveis, tendo em conta que estes doentes não têm outra forma de se deslocar.

A forma de reembolso não escapou às críticas: “Apesar de estes doentes terem mobilidade reduzida, os reembolsos são feitos no hospital. Então, o doente que paga o taxi para se ir tratar ao hospital, a seguir, volta a pagar um taxi para ir buscar o reembolso do taxi... Faz algum sentido?”, questionou a deputada do BE.

A recomendação do BE – que foi chumbada pelo PS – pretendia ainda garantir o aumento de convenções com unidades de alojamento no continente e nas ilhas com hospital para doentes deslocados, e aumento do valor do apoio diário ao acompanhante de doentes deslocados.

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