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BE defende alargamento da remuneração compensatória e aumento de pensões

 

O Bloco de Esquerda está contra o corte de salários na função pública implementado pelo Governo da República e defende que o Orçamento dos Açores para o próximo ano deve impedir que estes cortes, que atingem todos os trabalhadores que ganham a partir de 600 euros, sejam aplicados na Região. O BE anunciou hoje também que vai propor o aumento em 15 euros mensais do valor das pensões inferiores ao salário mínimo.

Estas são as primeiras de várias propostas que o BE irá defender no parlamento, aquando da discussão do Orçamento da Região para 2014, com a finalidade de aumentar o poder de compra dos açorianos e dinamizar a economia, salvando postos de trabalho e impedindo a falência de empresas.

Zuraida Soares explica que o alargamento da Remuneração Compensatória aos trabalhadores que serão agora afectados pelos cortes determinados pelo Governo PSD/CDS não custa mais dinheiro aos Açores: “Custa exactamente o mesmo que se gastou em 2013, não há aumento de despesa”.

Quanto ao aumento de 15 euros no chamado “cheque pequenino”, que abrange cerca de vinte mil pensionistas açorianos, a líder do BE Açores salienta que custará apenas entre 6 a 7 milhões de euros: “menos que a última derrapagem financeira conhecida numa obra pública nos Açores: a construção da Escola da Ponta Garça, por exemplo”.

“Temos a certeza que se os trabalhadores da administração pública regional forem abrangidos pela Remuneração Compensatória e se os pensionistas tiverem mais 15 euros todos os meses irão certamente aproveitar para comprar nas nossas empresas. Isto quer dizer que estas duas medidas juntas serão um contributo para garantir sustentabilidade à nossa economia”, disse Zuraida Soares.

Continuar apenas a apoiar empresas, sem dar condições às pessoas para que possam consumir os produtos e serviços destas empresas não serve de nada, concluiu Zuraida Soares.