BE defende apoio a formações específicas que garantam fixação de jovens no Corvo

 

Os deputados do Bloco de Esquerda na Assembleia Legislativa dos Açores defendem a atribuição de apoios à realização de formações para os jovens da ilha do Corvo, que permitam colmatar necessidades específicas do mercado de trabalho local, e consideram fundamental o aproveitamento das vantagens que a distinção como Reserva da Biosfera da UNESCO confere à ilha do Corvo. Estas foram algumas das conclusões que resultaram da recente visita oficial do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda à ilha do Corvo.

O apoio a formações em áreas específicas tem como principal objectivo contribuir para a fixação da população jovem local, a médio e longo prazo. Actualmente, muitos postos de trabalho são preenchidos, de forma temporária, por trabalhadores não residentes no Corvo, que acabam por ficar pouco tempo, levando consigo o conhecimento e experiência acumulados, voltando a deixar a ilha sem este respectivo serviço. Pretende-se, assim, dar formação à população local, que permita um desenvolvimento sustentado, a médio e longo prazo, e que garanta o acesso a produtos e serviços a que todos têm direito.

É inaceitável que se recorra a trabalhadores de outras ilhas para colmatar falta de pessoal em serviços públicos, havendo, na própria ilha, quem o queira fazer, e que não o faz apenas por falta de acesso à formação necessária.

O Bloco de Esquerda considera que o modelo de desenvolvimento do Corvo tem, inevitavelmente, que passar pelo aproveitamento das potencialidades conferidas pelo galardão de Reserva da Biosfera da UNESCO.

O Corvo oferece as condições ideais para implementação de medidas com vista a um desenvolvimento ambientalmente sustentável, que conte com a participação dos cidadãos. O projecto que prevê a instalação de painéis solares para aquecimento de água em todas as casas da ilha, em substituição do recurso a garrafas de gás, é um bom exemplo disso mesmo.

Lamentavelmente, existem problemas que devem ser corrigidos com urgência, nomeadamente, o encerramento da lixeira a céu aberto, que está à espera da abertura do centro de tratamento  de resíduos, que tem um atraso assinalável, e sem prazo de conclusão à vista.

Em termos ambientais, é também de louvar o trabalho que tem sido realizado pelo Parque Natural do Corvo. É, no entanto, lamentável que esta instituição não possua um veículo próprio que permita a mobilidade necessária à concretização dos seus projectos.

No que diz respeito à economia da mais pequena ilha dos Açores, o BE considera que a aposta deve passar pela melhoria das condições do porto, no sentido de garantir melhores condições de segurança e de acesso às embarcações de pesca, transporte de passageiros e transporte de mercadorias. Os deputados do Bloco alertam para a necessidade de se ouvir as pessoas, no sentido de se evitar futuras obras de correcção desnecessárias, como as que estão previstas para outros portos da Região, nomeadamente, em Rabo de Peixe.

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