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BE defende aumento significativo de investimento no Serviço Regional de Saúde

O Bloco de Esquerda defende um aumento significativo do investimento no Serviço Regional de Saúde e critica a opção do Governo Regional de transferir recursos públicos para projetos privados, como é o caso do Hospital Internacional dos Açores, que está a ser construído na Lagoa, em São Miguel, que, além de ter recebido milhões de apoios públicos, ainda “vai buscar profissionais especializados ao Serviço Regional de Saúde, onde eles já são escassos”.

Numa visita ao Hospital da Horta, realizada esta tarde, o líder do BE, António Lima, apontou a dificuldade deste estabelecimento de saúde em atrair médicos especialistas e a falta de equipamentos como exemplos de consequências negativas concretas provocadas pela falta de investimento ao longo dos anos, que também se traduz nas longas listas de espera para consultas e cirurgias.

“No Hospital da Horta há uma dificuldade acrescida em atrair profissionais de determinadas especialidades. Há especialidades que só têm um médico especialista, e qualquer situação inesperada pode pôr em causa toda a atividade”, explicou o deputado do BE, que referiu ainda que o Hospital da Horta precisa, por exemplo, de um equipamento de ressonância magnética, que traria vantagens para os doentes e para o erário público, porque evita o recurso a serviços externos.

António Lima salientou a urgência de ser aplicado um plano de recuperação das consultas e cirurgias que não puderam ser realizadas durante o período mais complicado da pandemia nos Açores.

Também hoje, no parlamento, o deputado Paulo Mendes salientou o papel fundamental dos profissionais de saúde do Serviço Regional de Saúde num momento tão complicado como o que atravessamos, e defendeu que o reconhecimento do seu trabalho deve traduzir-se na melhoria das condições de serviço e dos seus vencimentos.

“O reconhecimento do trabalho dos profissionais de saúde não pode ser só simbólico, também tem que passar por uma justa retribuição. As pessoas não vivem de palmadinhas na costas, precisam de uma carreira justa e digna”, disse o deputado do BE, acrescentando que “há enfermeiros com muitos anos de serviço e que recebem um salário de início de carreira”.