BE defende compensações aos trabalhadores da Base e estudo de alternativas pacíficas viáveis

 

Perante a actual situação da Base das Lajes, a Representação Parlamentar do BE considera que a solução passa por exigir, dos EUA e do Governo da República, indemnizações majoradas para os trabalhadores dispensados, medidas de apoio excepcionais para a economia local e regional, limpeza da pegada ecológica deixada pela Base, e a assinatura de uma moratória para a desactivação total dos fins militares da Base, assim como o desenvolvimento do estudo de outras finalidades pacíficas e economicamente viáveis para esta infra-estrutura.

Foram estas as ideias transmitidas pelo Bloco de Esquerda numa reunião realizada esta tarde com a direcção da CGTP/Açores.

“Esta é a forma corajosa de defender os trabalhadores da Base das Lajes e a economia da Terceira e dos Açores”, disse Zuraida Soares, considerando que “as lágrimas de crocodilo que, hoje, todas as forças políticas, na Região, a par do Governo da República, derramam sobre o destino dos trabalhadores não passam disso mesmo, pois, ao longo de anos, sempre desdenharam este assunto”.

O Bloco de Esquerda insiste na realização de um estudo para utilização pacífica e economicamente viável, não aceitando que os Açores e, em particular, a ilha Terceira, se transformem numa praça de guerra de qualquer outra potência, com todas as consequências nefastas que, lucidamente, se podem adivinhar, na disputa em curso pela partilha económica do mundo.

Recorde-se que o BE tem vindo a defender esta posição há mais de oito anos.

Em declarações aos jornalistas, Zuraida Soares deixou duras críticas ao Governo da República por – segundo declarações do Embaixador dos EUA – estar “muito preocupado” com a diminuição das receitas da Segurança Social devido aos despedimentos que se avizinham, em vez de estar preocupado com a vida e o futuro dos trabalhadores que vão ficar sem emprego e com as suas famílias.

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