BE defende regime de excepção da UE para produção de leite nos Açores

 

O Bloco de Esquerda desafia a ministra da Agricultura a não assinar a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) enquanto não for garantido um regime de excepção para os Açores que, tendo em conta as características da Região, compense o fim das quotas do leite, que, se nada for feito, serão “uma tragédia”, disse Zuraida Soares, no âmbito de uma reunião com a Associação de Jovens Agricultores Micaelenses.

Zuraida Soares salienta que esta prática tem sido levada a cabo por outros países da União Europeia, que se recusam a assinar documentos fundamentais, enquanto não são criados regimes de excepção que protejam os principais produtos da sua economia.

A coordenadora do Bloco nos Açores acusou mesmo a ministra da Agricultura de hipocrisia, por ter um discurso de defesa da manutenção das quotas do leite, ao mesmo tempo que está a assinar relatórios, que aceitam o fim do regime de quotas leiteiras como um facto consumado.

O BE defende uma posição clara e de força na defesa deste sector, que é um pilar fundamental da economia dos Açores.

Obrigar as grandes superfícies instaladas nos Açores, que recebem incentivos e apoios públicos, a comprar uma quota de produtos horto-frutícolas regionais para venda local ou no continente é outra das propostas do BE para o futuro do sector agrícola. “A implementação desta medida iria beneficiar não só os produtores, mas toda a Economia regional”, refere Zuraida Soares, lembrando que “ninguém produz sem ter a garantia de poder escoar o produto”.

A candidata do BE pelo círculo regional de compensação e por S. Miguel deixa ainda duras críticas ao Governo Regional: “Não há política para sector agrícola. Não há uma linha de rumo. Não há planeamento nem antecipação de cenários. Por isso, os produtores confrontam-se com os mesmos problemas, ano após ano”.

Zuraida Soares criticou ainda o Governo Regional por permitir a ‘plantação’ de antenas, com fins militares, num terreno em Santana com excelentes qualidades para a agricultura, e que estava sob a gestão da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses:  “De um momento para o outro, o Governo rasga o protocolo que tinha com os Jovens Agricultores Micaelenses e entrega o terreno ao Ministério da Defesa, a troco de uns edifícios a cair de velhos.

Share this