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BE defende a reposição da atribuição dos subsídios de férias e de natal nos Açores

 

No jantar-comício da noite passada, na ilha Terceira, que contou com a presença de Francisco Louçã, a cabeça de lista do Bloco de Esquerda às eleições regionais, Zuraida Soares, defendeu a reposição do pagamento dos subsídios de férias e de Natal nos Açores, e desafiou Vasco Cordeiro, candidato do PS, a comprometer-se com esta medida, afirmando a Autonomia como forma de minimizar os efeitos das políticas do Governo da República PSD/CDS.

“Se é verdade que os Açores não estão fora do país e que as políticas criminosas do Governo da República têm, cá, um enorme impacto, também é verdade que as prerrogativas da Autonomia podem e devem ter um papel de minimização dos trágicos efeitos destas políticas”, disse Zuraida Soares, acrescentando que os Açores têm que cumprir os limites do défice e da dívida, mas que em tudo o resto há “liberdade de optar pelas prioridades políticas e económicas”.

Esta medida permite dinamizar a economia da Região, colocando mais dinheiro no bolso dos açorianos.

Na sua intervenção, a candidata do Bloco acusou Vasco Cordeiro de ter uma “agenda secreta para a privatização da SATA”. As tarifas altas e uma estratégia de desenvolvimento da empresa que não se assume como pilar do desenvolvimento da Região – como deveria ser – demonstram este objectivo de ‘engordar’ a SATA.

Zuraida Soares esclareceu que “o Bloco de Esquerda não fará parte de nenhum governo que esteja subordinado aos ditames da troika. Seja ela a troika mais suave do PS, ou a troika musculada do PSD e do CDS”, considerando não se tratar de “uma questão de intensidade, mas de opções políticas”.

A candidata do BE salienta que, em caso de vitória minoritária do PS, o Bloco não impedirá a formação do Governo, mas deixa um alerta: “que se cuide esse governo do PS, porque hoje o Bloco de Esquerda está mais forte, mais conhecedor e mais capaz, do que há quatro anos atrás”.

A mensagem ficou ainda mais vincada quando Zuraida Soares assumiu que “o futuro Governo só contará com o nosso voto favorável, proposta a proposta, se estas não camuflarem favorecimentos políticos ou económicos e se não implementarem as políticas da troika, em versão dura ou suave”.

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