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BE denuncia a existência de centenas de professores em situação precária

 

A principal candidata do Bloco de Esquerda às próximas eleições legislativas regionais denunciou a situação precária de centenas de professores da Região, e defende uma aposta corajosa e ambiciosa na Educação, que garanta a igualdade de oportunidades, como forma de garantir um melhor futuro para os Açores.

Numa visita à Escola Básica e Secundária das Lajes, na ilha do Pico, Zuraida Soares denunciou que mais de trinta professores, dos 120 desta unidade escolar, são contratados, quando representam necessidade permanentes, e lembrou ainda o caso da Escola Profissional do Pico, onde os cerca de 40 professores estão todos a recibos verdes, alguns há mais de 12 anos. “Isto não é apostar no Ensino Público”, lamenta a candidata do BE.

“Os professores não são descartáveis, são profissionais que devem ser dignificados pelo valor e importância que desempenham na sociedade”, disse.

Zuraida Soares considera que é urgente “garantir uma verdadeira igualdade de oportunidades para todos os jovens, independentemente das condições ecómicas das suas famílias” e deixa duras críticas ao novo Estatuto do Aluno, que “penaliza os alunos pobres, sem ter em conta todas as negligências familiares de que são vítimas”.

A cabeça de lista do Bloco pelo Círculo de Compensação e por São Miguel não esqueceu também o que se está a passar no Ensino Superior: “Não se pode admitir que os jovens abandonem os seus estudos porque nem eles nem as suas famílias têm capacidades económicas para os pagar. Esta é a história presente da Universidade dos Açores”.

A cabeça de lista do Bloco pelo Pico, Sandra Serpa, critica a falta de pessoal não docente nas escolas, lamenta que o aumento de professores só aconteça este ano porque as eleições estão ‘à porta’, e acusa o Governo Regional de abandonar as pequenas escolas: “algumas nem têm dinheiro para fazer uma pequena pintura”, lamenta.

A candidata diz que o Bloco de Esquerda defende uma escola inclusiva, de proximidade com a família, que impeça a desertificação das freguesias: “A aposta do actual Governo Regional está no caminho errado”.