BE ouve técnicos de ação social para adequar respostas sociais à realidade no terreno

O Bloco de Esquerda reuniu hoje com cerca de 20 técnicos que trabalham na área social em várias ilhas dos Açores, para ouvir as suas preocupações e procurar soluções para os problemas que enfrentam na sua tarefa diária de lutar contra situações de discriminação, marginalização e pobreza.

Perante a realidade social dos Açores – região do país com maiores desigualdades sociais, maior insucesso escolar, e menores níveis de escolaridade – é fundamental que os técnicos que lidam com estas situações, e que as conhecem de perto, tenham mais capacidade de definir os caminhos que devem ser seguidos para combater estes problemas. Foi com este objectivo que o BE organizou este encontro de trabalho.

Numa conferência de imprensa realizada esta tarde, a coordendora do BE apresentou algumas conclusões do encontro, nomeadamente, a necessidade de haver uma maior integração e cooperação entre as várias entidades de apoio social, que permita uma flexibilização dos programas de intervenção no sentido de permitir a adaptação das respostas às necessidades que cada pessoa apresenta a cada momento. Ou seja, olhar para cada caso como um caso único e específico, adaptando as respostas à situação, em vez de, por exemplo, se cumprirem programas com uma duração definida à partida, mesmo que a pessoa já esteja pronta para um próximo passo no seu processo de integração.

Lúcia Arruda recordou as propostas que o BE tem defendido que estão relacionadas com o combate à pobreza, como o aumento do complemento social para idosos em 15€ – em vez dos 80 cêntimos que o Governo aumentou este ano –, ou o alargamento do complemento regional ao Rendimento Social de Inserção, por forma a abranger todas as pessoas que ficaram praticamente sem meios de subsistência quando este apoio foi cortado a nível nacional.

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