O Bloco de Esquerda quer saber se, após sucessivos adiamentos, a Cofaco já concretizou o aumento de capital social da empresa criada para gerir a nova fábrica de transformação de atum na ilha do Pico, e se a empresa mantém a previsão de ter a nova fábrica a laborar dentro de um ano, em janeiro de 2020.
Há quase um ano atrás, em fevereiro de 2018, o Governo Regional anunciou que a aprovação do projeto da nova fábrica da Cofaco no Pico estava dependente apenas de um aumento de um milhão de euros do capital social da empresa “PDM, Tranformação e Comércio de Pescado”, que deveria ocorrer no prazo máximo de 10 dias.
Nove meses depois, em novembro de 2018 – curiosamente após um requerimento do Bloco de Esquerda sobre esta matéria a que o Governo Regional nunca respondeu – o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia dava conta de que a empresa teria solicitado um novo pedido de adiamento por trinta dias para concretizar o referido aumento de capital.
Tendo em conta que este prazo de trinta dias concedido pelo Governo Regional foi já largamente ultrapassado, sem que haja nota pública sobre os desenvolvimentos do processo, o BE manifesta preocupação sobre o seu desfecho, e solicita esclarecimentos ao Governo Regional, num requerimento entregue hoje no parlamento.
Recorde-se que o encerramento da fábrica da Cofaco do Pico deixou 180 trabalhadores e trabalhadoras em situação de desemprego, tendo sido anunciado verbalmente pelo administrador da Cofaco que estes trabalhadores e trabalhadoras seriam contratados para a nova fábrica, cujo número de postos de trabalho poderia chegar a 250.