BE quer explicações sobre atraso de um ano na conclusão de estudo sobre a toxicodependência

Fotografia de Andres Rodriguez sob a licença CC BY-NC-ND 2.0

Em janeiro de 2017 o parlamento dos Açores aprovou por unanimidade uma proposta do Bloco de Esquerda que recomendava ao Governo Regional a realização de um estudo sobre a problemática da toxicodependência na Região, que devia estar concluído no prazo de um ano. Os deputados do BE querem saber por que razões o estudo ainda não foi concluído e para quando está prevista a sua apresentação.

A taxa de consumo de substâncias aditivas nos Açores é uma das maiores do país. Os dados divulgados nos relatórios de 2013 e 2016 do Instituto da Droga e da Toxicodependência, e no inquérito nacional ao consumo de substâncias psicoativas realizado pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependência revelam que os Açores são uma das regiões de Portugal em que se verifica uma maior prevalência de consumo de substâncias aditivas, em particular nos jovens.

Perante estes dados preocupantes o BE propôs a realização de um estudo que resultasse não só na caracterização da situação atual – com particular enfoque nos consumidores, nomeadamente, quanto a escalão etário, género, situação perante a escolaridade e o emprego, condições socioeconómicas, tipologia e padrões de consumo e área geográfica de residência –, mas também na apresentação de propostas de intervenção adequadas aos resultados do diagnóstico.

O BE lamenta este enorme atraso e quer que o Governo Regional indique em que ponto se encontra a realização do estudo.

 

:: Fotografia de Andres Rodriguez sob a licença CC BY-NC-ND 2.0

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