Zuraida Soares, candidata do BE às próximas eleições, esteve esta manhã no Mercado da Graça, em Ponta Delgada, para apresentar propostas concretas para a dinamização da produção e comercialização de produtos hortícolas, frutícolas e florícolas dos Açores: O Bloco de Esquerda defende a imposição de uma quota obrigatória de produtos regionais às grandes superfícies comerciais, que garanta o escoamento da produção local, garantindo um preço justo aos produtores e aos consumidores.
“A quota de produtos regionais que o Governo tem que impor às grande superfícies comerciais que vêm para os Açores para ganhar dinheiro, tem que garantir um preço justo ao produtor e um preço justo ao consumidor. Isto iria obrigar as grandes superfícies, que recebem dinheiros públicos para se instalarem nos Açores, a dar uma contrapartida por este apoio público”, disse a candidata do Bloco.
Zuraida Soares deixou críticas à enorme demora para a aprovação de projectos de jovens agricultores: “Nenhum jovem agricultor aguenta ficar um ou dois anos na absoluta incerteza se irá receber apoios ou não. Tem que haver mais celeridade e eficiência nestes processos”.
O tema das quotas leiteiras voltou a ser abordado pela campanha do BE. A cabeça de lista do partido desafiou a ministra da Agricultura a não assinar a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), sem que nesta revisão esteja garantida uma cláusula excepção para os Açores e para sua quota leiteira.
“A Agricultura é um pilar fundamental da economia dos Açores. Não nos podemos dar ao luxo de permitir o fim das quotas”, disse Zuraida Soares, considerando que isto iria aumentar a tragédia social nos Açores.
“A ministra Assunção Cristas não pode vir aos Açores fazer campanha ao lado de Artur Lima e dizer que está a lutar pelas quotas, ao mesmo que tem assinado documentos na União Europeia que já dão o fim das quotas leiteiras como um facto consumado”, disse Zuraida Soares, apontando a falta de coerência do CDS.
Ainda sobre o tema do Leite, a cabeça de lista do Bloco por São Miguel e pelo círculo de Compensação Regional rederiu que, com a ameaça do fim das quotas, a Região tem que apostar na qualidade e na diferenciação, através da marca “Açores”, criticando assim os apoios que têm sido disponibilizados para vender o leite açoriano como marca branca. “Apostar na marca branca é dar um tiro no pé”, disse.