O Bloco de Esquerda quer assegurar que o caderno de encargos da privatização da fábrica conserveira Santa Catarina – processo já anunciado pelo Governo Regional – garanta a manutenção dos atuais 130 postos de trabalho a longo prazo, obrigue a que a Santa Catarina continue a ser proprietária das marcas de atum que produz, e que a principal unidade de produção da empresa continue sediada na ilha de São Jorge.
A proposta será entregue no parlamento como projeto de resolução, anunciou hoje o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, António Lima, após uma visita à fábrica de Santa Catarina, realizada hoje.
Tendo em conta o peso fundamental que a fábrica de Santa Catarina representa para o desenvolvimento económico e social da ilha de São Jorge – principalmente pela quantidade significativa de postos de trabalho que garante – o Bloco de Esquerda considera que a empresa devia manter-se na esfera pública.
No entanto, perante a intenção do Governo Regional de avançar para a privatização, o Bloco de Esquerda pretende proteger a economia da ilha de São Jorge, ao impor condições que protegem o emprego e a sustentabilidade da produção.
“A privatização da empresa tem que dar garantias, que permitam que os postos de trabalho se mantenham com todos os seus direitos, a manutenção da fábrica na ilha, e a manutenção das suas marcas, de grande valor, que resultam de muito investimento da Região e muito trabalho”, explicou António Lima.