O Bloco de Esquerda quer saber que ações serão tomadas pelo Governo Regional no sentido de regularizar o abastecimento de mercadorias no porto da Calheta, em São Jorge, e se existem problemas estruturais que inviabilizem o normal toque dos navios neste porto.
Recorde-se que os comerciantes do concelho da Calheta, em São Jorge, queixam-se reiteradamente da falta de regularidade de escalas, no porto daquele concelho, das embarcações que fazem o transporte marítimo de mercadorias, e que só o ano passado foram canceladas 20 escalas.
“Tendo em conta o exagerado número cancelamentos de escalas, facto que distorce as boas regras do mercado, já questionou o Governo Regional o operador sobre as razões para o sucedido?”, pergunta o BE num requerimento enviado hoje ao Governo Regional, em que também é perguntado se o Governo Regional tem meios para confirmar o acerto da decisão de não atracar tantas vezes no porto da Calheta, e a justeza e seriedade das razões evocadas pelo operador para suportar essa decisão.
Sempre que esta escala é cancelada, os comerciantes são obrigados a levantar a mercadoria no porto das Velas e fazer o transporte para a Calheta, o que implica um custo acrescido, que poderá, no futuro, ser imputado aos consumidores.
O BE salienta que o transporte marítimo de mercadorias é peça fundamental para garantir a execução de uma política de coesão territorial na Região, de modo a garantir o abastecimento regular de mercadorias a todas as ilhas.
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| 20180109_requerimento_-transporte_maritimo_de_mercadorias_para_a_calheta_de_sao_jorge.pdf | 202.63 KB |