O Bloco de Esquerda está preocupado com a qualidade do ar na ilha Terceira – especialmente com as alterações que podem estar a ocorrer depois da entrada em funcionamento da central de incineração no ano de 2015 – e tem dúvidas sobre a obtenção de dados que estão na base da monitorização que deve ser feita pela Direção de Serviços da Qualidade Ambiental. [ver requerimento]
Num requerimento enviado hoje ao Governo Regional, o deputado Paulo Mendes, pergunta se “existe alguma entidade a monitorizar a qualidade do ar na ilha Terceira?”. “Se sim, qual a entidade que a realiza? Se não, como é que a Direção de Serviços da Qualidade Ambiental adquire os dados relativos à ilha Terceira?”, lê-se no documento. Isto porque atualmente, só existem três estações de monitorização da qualidade do ar no arquipélago: uma no Faial e duas em São Miguel.
Caso a resposta do Governo seja negativa, o BE quer saber se o Governo Regional tem intenção de resolver esta falha, e quando.
O Bloco de Esquerda salienta que o lixo indiferenciado queimado na central de incineração é composto por diversos tipos de resíduos, entre os quais estão derivados do petróleo, como plásticos e óleos, cuja combustão contribui para aumentar a emissão de gases com efeito de estufa.
O deputado do BE lembra ainda que as emissões resultantes da incineração são fonte de emissão de metais pesados, gases ácidos, óxidos de azoto, dióxido de enxofre, dioxinas, furanos, bifenilos policlorados, partículas finas inaláveis, que contribuem para a contaminação dos solos e da vegetação local.
O BE quer saber também quando será tornado público o relatório da Qualidade do Ar relativo ao ano de 2016.
| Anexo | Tamanho |
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| 20170303_requerimento_-_qualidade_do_ar_na_ilha_terceira.pdf | 147.13 KB |