Os deputados do Bloco de Esquerda na Assembleia Legislativa dos Açores querem que o Governo Regional justifique a recente operação de desflorestação realizada no Poço da Alagoinha, na ilha das Flores, e pretendem conhecer os planos da tutela para compensar esta intervenção, nomeadamente, para quando está prevista a plantação de endémicas, e que destino será dado à zona de contemplação criada.
Em requerimento dirigido ao Governo Regional, o Bloco de Esquerda alerta para o facto de a intervenção destinada ao abate de espécies invasoras ter acabado por descaracterizar o Poço da Algoinha, espaço, até então, de beleza natural intacta.
O documento lembra mesmo que a área circundante ao Poço da Alagoinha é, desde há muito, um local absolutamente dominado por invasoras, que contribuem para a sua beleza deslumbrante e ímpar e que tem servido como ex-libris da promoção turística dos ‘Açores: destino de Natureza intacta’, acrescentando que a eventual reflorestação por espécies endémicas poderá não ser bem-sucedida, e considerando que a ação encetada tem um impacto negativo bem mais significativo, quando comparado com o impacto da flora invasora.
Considerando que o Poço da Alagoinha é um dos pontos de atracção do arquipélago, no que diz respeito à prática do birdwatching – que constitui um importante nicho da actividade turística da Região, em particular nas ilhas do Grupo Ocidental – o Bloco pergunta ainda que impactos estavam previstos no âmbito da prática desta actividade.
| Anexo | Tamanho |
|---|---|
| 20120625_-_pergunta_-_flores_alagoinha.pdf | 5.8 MB |