Ao Requerimento do Bloco de Esquerda/Açores sobre o “ Impedimento de distribuição de panfletos, por um Sindicato da Polícia, em Ponta Delgada", respondeu o Governo Regional, de forma pública, em tom demasiado agastado mas muito pouco explícito.
Em primeiro lugar, não se compreende que a proibição de qualquer acção sindical seja transmitida, por telefone e por uma qualquer funcionária da Vice-Presidência, cuja função e responsabilidade não se conhece, conforme é patente, na notícia do Jornal “Público”, através dos esclarecimentos do Senhor de Carlos Tomé, publicadas, no sítio da internet do jornal, a 2 de Junho.
Em segundo lugar, não se compreende o agastamento da Vice-Presidência, perante a reacção, a uma notícia de tal melindre, por parte de um Partido Parlamentar, no uso das suas competências, exigidindo do Governo Regional os esclarecimentos devidos.
Ou o agastamento resulta da exigência, ao Governo Regional, que cumpra com a suas obrigações, perante a Assembleia Legislativa dos Açores?
Em terceiro lugar, o Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) acusa o Governo Regional de uma proibição liminar da acção de distribuição de panfletos - junto ao Aeroporto de Ponta Delgada - e não de uma malabarista interpretação que tem sido prática deste Órgão do Governo, bem patente na referida nota da Vice-Presidência.
Por estas razões e, sobretudo, em nome do respeito devido ao Parlamento Regional, o Bloco de Esquerda continua a exigir do Governo uma resposta cabal e esclarecedora de todos os equívocos invocados.
Não será por acrimónias, contra o Bloco de Esquerda, que o Governo Regional neutraliza as iniciativas deste Partido, na sua acção fiscalizadora do Governo Regional, conforme o mandato que recebeu dos Açorianos e Açorianas e que a Democracia exige.