Bloco acredita que é possível voltar a eleger em Vila do Porto para ser a força de desempate entre PS e PSD

O Bloco de Esquerda quer dar mais poder de decisão direta aos marienses nas decisões autárquicas e ser a força de desempate entre o PS e o PSD em Vila do Porto. António Lima salienta que o Bloco é a alternativa ao PS e ao PSD que tem possibilidades reais de eleger e Pedro Amaral acredita que, “desta vez, não faltarão os 9 votos que faltaram há quatro anos”.

Na apresentação da candidatura do Bloco à autarquia de Vila do Porto, hoje, Pedro Amaral apresentou um projeto que pretende “pensar Vila do Porto a longo prazo”, o que marca uma grande diferença em relação aos programas eleitorais do PS e PSD, que “são uma manta de retalhos” cujas diferenças são essencialmente de cosmética.

O candidato do Bloco à autarquia de Vila do Porto destaca a proposta de criação vários conselhos municipais sectoriais, com a participação direta de todos os cidadãos e entidades relacionadas com cada sector da sociedade.

“Queremos que da discussão destes conselhos municipais sectoriais saiam metas e objetivos traçados pela própria comunidade mariense”, afirmou o candidato, que diz que “isso é que é dar o poder às pessoas”.

A partir dos objetivos definidos pela comunidade, a responsabilidade dos eleitos é “garantir os meios para atingir os objetivos que os próprios marienses apontarem”.

Pedro Amaral frisa que “a proximidade não pode ficar só por falar com as pessoas, é preciso dar-lhes o poder de decisão”.

O candidato do Bloco destacou também a proposta de criação de uma taxa turística, que seria paga pelos visitantes – não residentes nos Açores – que vai gerar uma receita superior a 100 mil euros por ano, uma receita que, incompreensivelmente, é rejeitada pelos candidatos do PS e do PSD, apesar de estar “mais do que provado que a taxa turística não afasta turista nenhum”.

O Bloco propõe também a criação de uma rede de transportes terrestres públicos com carrinhas de nove lugares e financiada pelo turismo: “Seremos um exemplo nos Açores e no país sobre como garantir o direito à mobilidade e quebrar o isolamento de demografias mais vulneráveis”.

Pedro Amaral apresentou ainda propostas concretas noutras áreas, como a construção de um novo bairro para responder à falta de habitação e a criação de uma equipa multidisciplinar, da saúde à ação social e apoio burocrático, que faça um trabalho domiciliário de orientação.

O candidato do Bloco apelou, por fim, ao trabalho em cooperação entre a autarquia e o governo regional, em prol dos marienses.

António Lima, coordenador regional do Bloco de Esquerda Açores, destacou o grande trabalho efetuado pelo Bloco quando esteve representado na assembleia municipal de Vila do Porto, e considerou que, nos últimos 4 anos, sem o Bloco, “perdeu-se debate político, perderam-se propostas e perdeu-se uma voz exigente e diferente das que lá estão”.

“É importante voltar a ter representação na autarquia de Vila do Porto” e salienta que “é uma possibilidade muito real voltar a eleger o Paulo Sanona para a assembleia municipal”.

O que se passa hoje em muitos concelhos dos Açores é a falta de pluralidade nos órgãos municipais e isso ficou bem patente no debate realizado pela RTP entre os candidatos à autarquia de Vila do Porto: “Imaginem o debate da RTP Açores sem o Pedro Amaral: seria apenas um passa culpas permanente entre o PS e o PSD, um a dizer que a culpa é da Câmara e outra a dizer que a culpa é do Governo”, apontou António Lima.

“É isto que vai acontecer nos próximos 4 anos na câmara e na assembleia de Vila do Porto se o Bloco de Esquerda não estiver lá”, concluiu o líder regional do Bloco nos Açores.

Paulo Sanona, candidato à Assembleia Municipal, salientou o trabalho muito importante realizado pelo Bloco quando esteve representado neste órgão autárquico em Vila do Porto e quer voltar a poder levar uma voz diferente para resolver os problemas dos marienses.

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