O Bloco alerta que a segurança dos alunos está em causa em muitas escolas dos Açores devido à falta de funcionários e aos problemas nos edifícios. António Lima afirmou que preferia estar a debater como a escola pode dar um melhor futuro às crianças e jovens, mas que, infelizmente, ainda é preciso focar a discussão em questões básicas como a segurança.
O deputado do Bloco revelou que, de acordo com dados da Direção Geral do Emprego Público, em 2021 havia 7509 trabalhadores nas escolas dos Açores, e em 2025 há apenas 7504.
A secretária regional voltou a repetir que este governo aumentou o número de trabalhadores nas escolas, mas os dados mostram o contrário.
“Se aumentou assim tanto o número de trabalhadores nas escolas como é que explica estes dados? Que milagre é este?”, perguntou António Lima, que lembrou que “quase todas as semanas”, pais e encarregados de educação queixam-se de falta de segurança nas escolas por falta de pessoal.
Por isso, uma das propostas do Bloco para o Orçamento da Região para 2026, é o reforço de pelo menos 350 assistentes operacionais para as escolas.
O Bloco critica também os sucessivos adiamentos das obras previstas para as escolas da Região.
“A lista de intervenções que são necessárias nas escolas é interminável, e mesmo as que estão no Plano de Investimentos para 2026, toda a gente sabe que não são para fazer, está lá para enfeitar, como está todos os anos”, afirmou António Lima, referindo-se a investimentos na Escola Secundária da Ribeira Grande, Escola dos Biscoitos ou Escola das Laranjeiras.
O Bloco vai também propor o regresso da utilização dos manuais escolares em papel, que devem ser disponibilizados de forma gratuita, a par dos manuais escolas digitais.
António Lima criticou a experiência que o governo impôs às crianças e jovens dos Açores com a imposição da utilização exclusiva dos manuais digitais, “que terá danos que ainda não conseguimos prever, mas que está a ser desastroso”.
O Bloco vai apresentar uma proposta para que no próximo ano letivo os manuais escolares em papel voltem a ser disponibilizados a todos os alunos de forma gratuita.
António Lima criticou também o corte de 2 milhões de euros na Ação Social Escolar que consta da proposta do governo, e salienta que este corte não corresponde à diminuição do número de alunos num ano.