Bloco alerta para a mortandade de pombos na Terceira e Graciosa e exige esclarecimentos ao Governo Regional

O Bloco de Esquerda entregou hoje um requerimento ao Governo Regional a exigir esclarecimentos urgentes sobre a mortandade de pombos que tem sido reportada nas ilhas Terceira e Graciosa, um fenómeno que tem gerado preocupação entre a população e para o qual não existe, até ao momento, informação oficial completa e rigorosa.

Nas últimas semanas, diversos cidadãos têm identificado pombos mortos em vários locais das duas ilhas, sem que o Governo Regional tenha apresentado dados concretos sobre a dimensão do problema, as análises realizadas ou as hipóteses de diagnóstico em investigação.

A única comunicação pública conhecida é uma “Nota Informativa – DRAVA‑1‑2026”, emitida pela Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação, que confirma a realização de exames laboratoriais, mas cujos resultados são inconclusivos e cuja divulgação não seguiu os canais institucionais habituais, dificultando o acesso da população a esclarecimentos essenciais.

No entanto, a nota não contém data de emissão, não indica o número de ocorrências registadas, não especifica que análises foram efetuadas, nem apresenta qualquer previsão para a obtenção dos resultados pendentes. Apesar de recomendar que não seja consumida carne de pombo até existirem mais elementos, a informação permanece insuficiente e pouco transparente.

Perante esta situação, o Bloco de Esquerda solicita ao Governo Regional informação detalhada sobre o número de pombos mortos identificados, as datas das primeiras ocorrências, as análises já realizadas e os respetivos resultados, as hipóteses de diagnóstico consideradas ou excluídas, os eventuais registos de rolas‑de‑colar encontradas mortas, as medidas de vigilância em curso, as orientações transmitidas às autarquias e aos serviços de saúde, bem como a justificação para a ausência de data na nota informativa e para a sua não publicação nos meios oficiais do Governo Regional.

O Bloco exige ainda que o Governo se comprometa a divulgar publicamente os resultados das análises logo que estejam disponíveis e a assegurar uma atualização regular da população sobre a evolução da situação.

Para António Lima, “a transparência, a comunicação institucional responsável e o acesso atempado à informação são deveres fundamentais das entidades públicas, especialmente quando estão em causa situações que suscitam legítimas preocupações na população”.

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