Uma campanha eleitoral deve pautar pela saúde da democracia. É possível fazê-lo quando se privilegia a reflexão e o debate, permitindo que cada cidadão tenha a máxima clarividência sobre aquilo que cada uma das cruzes no boletim de voto significará. São vários os meios de o conseguir: com divulgação da candidatura, com programas eleitorais, com panfletos que resumem os programas, com entrevistas, com debates, com o contacto direto.
Desta lista não consta a intimidação ou a desonestidade. Não cabe no espaço democrático a tentativa de silenciamento, a tentativa de gerar confusão, o vazio e a aparência.
Começam a contar-se episódios nesta campanha que não são dignos. Além de atos que não podemos formalmente nomear, contam-se atitudes de vandalismo. Um desses casos envolveu o arrancamento de pelo menos um dos nossos cartazes de campanha - estando todos os outros nesse local em perfeito estado.
É de máxima importância que o ambiente desta campanha seja de cordialidade perante a pluralidade. Das candidaturas exige-se o exemplo. Dos cidadãos exige-se o respeito por um trabalho que garante a sua liberdade. Sejamos capazes de deixar a politiquice e fazer política.