O Bloco de Esquerda considera que não ficaram claras as razões que levaram à transferência de uma funcionária do serviço de oncologia pela administração do Hospital de Ponta Delgada e lamenta a indisponibilidade para reverter uma decisão que seria simples e que iria trazer tranquilidade aos utentes e seus familiares, muitos dos quais assinaram uma petição com este objetivo.
No seguimento da audição no parlamento de dois membros do Conselho de Administração do hospital sobre esta petição, Alexandra Manes, deputada do Bloco de Esquerda, manifestou incompreensão por esta decisão do hospital de transferir uma funcionária que tinha uma ligação forte e era acarinhada pelos utentes e familiares, particularmente num serviço em que as pessoas estão numa situação de grande fragilidade física e psicológica.
Na reunião da Comissão de Assuntos Sociais que analisou esta petição, a deputada do Bloco salientou que os vínculos criados pelos técnicos, auxiliares, funcionários e administrativas num serviço como o de oncologia é fundamental para criar empatia e transmitir segurança às pessoas que estão num momento de extrema fragilidade.
Questionados sobre as razões que levaram à transferência da funcionária em questão, os administradores do HDES não conseguiu apresentar nenhuma razão específica, limitando-se a dizer que era um procedimento comum.
A deputada do Bloco lamenta que a Administração do hospital insista nesta teimosia, ignorando as mais de 600 pessoas que assinaram a petição que está em análise no parlamento, e considera que a administração do hospital deve recuar na sua intenção, e reintegrar a funcionária no serviço de oncologia, respeitando a vontade dos utentes e familiares que lidam com o serviço.