Bloco considera que medidas anunciadas pelo Governo para combater efeitos da inflação são insuficientes

O Bloco de Esquerda considera que as medidas anunciadas hoje pelo Governo Regional para combater os efeitos da inflação são insuficientes. Através de requerimento, António Lima e Alexandra Manes querem que o Governo explique quando e como serão aplicadas as propostas de combate à inflação aprovadas por unanimidade no parlamento por iniciativa do Bloco de Esquerda.

Depois de o Bloco de Esquerda ter chamado à atenção, desde abril e por diversas vezes, para o problema da inflação, o Governo Regional finalmente acordou e aprovou algumas medidas de mitigação dos impactos da inflação.

No entanto, apesar de as medidas aprovadas pelo Conselho de Governo serem positivas, elas não são suficientes. Não se compreende porque ficaram de fora as outras medidas já aprovadas no parlamento por unanimidade por proposta do Bloco de Esquerda como o aumento do complemento regional de pensão, o aumento da remuneração complementar e a regulação de preços.

O aumento do COMPAMID aprovado pelo governo, sendo positivo, não é tão abrangente como o complemento regional de pensão, pois só se aplicará aos idosos que esgotarem o seu plafond deste apoio. Por isso, o Bloco de Esquerda considera que a medida que melhor responderia às necessidades dos pensionistas seria o aumento do complemento regional de pensão.

Salienta-se ainda que o Governo não aprovou qualquer medida dirigida aos trabalhadores, insistindo em não cumprir o aumento da remuneração complementar, aprovada pelo parlamento. Parece que, para o Governo Regional, os trabalhadores não são afetados pelo aumento da inflação.

O Governo Regional não cumpre também a regulação de preços de bens essenciais, através do estabelecimento de margens máximas de comercialização, medida, também aprovada pelo parlamento e por unanimidade, preferindo deixar o mercado desregulado e sujeito a especulação de preços.

O governo mostra, assim, que prefere ver os preços dos bens essenciais a subir, deixando muitos açorianos com cada vez mais dificuldade em adquirir bens alimentares, em vez de interferir no mercado para impedir a especulação.

Mais uma vez, a centralidade do parlamento, que o Governo tinha assumido que seria respeitada, não passa de propaganda.

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