Bloco critica presidente do Governo e Chega por defenderem que os EUA podem fazer o quiserem nas Lajes “desde que paguem”

O Bloco criticou a posição do presidente do Governo Regional em relação à utilização da Base das Lajes pelos EUA para atacar o Irão. António Lima lamenta a falta de princípios que levou José Manuel Bolieiro a defender – em entrevista ao jornal Público – que os EUA podem fazer o que entenderem na Base das Lajes, desde que paguem.

No debate de uma iniciativa do Chega que pretendia aproveitar a importância da Base das Lajes na guerra iniciada pelos EUA contra o Irão para obter mais contrapartidas para a Região, António Lima assinalou que o Chega e o Governo Regional demonstram ter a mesma visão transacionável da posição geoestratégica dos Açores, e que discordam apenas no ‘timing’ da renegociação.

O Bloco condena desde o primeiro momento o ataque de Israel e dos EUA ao Irão e já entregou uma carta aberta ao primeiro-ministro a defender a proibição da utilização da Base das Lajes nesta guerra, tal como fez Espanha, colocando a defesa do Direito Internacional em primeiro lugar.

Sobre a iniciativa do Chega, que acabou por ser rejeitada no parlamento, António Lima apontou a enorme falta de sentido de oportunidade de renegociar o acordo da Base das Lajes com a administração liderada por Donald Trump.

O Chega acha que se deve renegociar o acordo da Base das Lajes “no momento em que os EUA têm um presidente que publica imagens geradas por Inteligência Artificial a fazer-se passar por Jesus Cristo”, que “quer dar lições de teologia ao Papa” e “que ameaça invadir militarmente o território administrado por um país da União Europeia”, afirmou o deputado António Lima.

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