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Bloco de Esquerda denuncia discriminação salarial que prejudica as mulheres

 

O Bloco de Esquerda dedicou o dia de campanha às mulheres. Zuraida Soares, cabeça de lista por São Miguel e pelo Círculo Regional de Compensação foi ao encontro das trabalhadoras da fábrica da COFACO, em Rabo de Peixe, e denunciou as discriminações salariais de que são vítimas, para mostrar que ainda há muito a fazer pela igualdade de género.

“Continua a haver uma discriminação salarial indecente entre homens e mulheres que fazem o mesmo trabalho”, disse a candidata do Bloco, salientando que “na Cofaco há mulheres que ao fim de 20 anos de trabalho continuam a ganhar o ordenado mínimo”. Uma situação que deveria merecer um olhar diferente do Governo Regional, uma vez que esta empresa tem recebido muitos milhões de euros de todos os açorianos, através do Governo Regional.

Zuraida Soares desafiou Vasco Cordeiro a assumir se vai, ou não, aprovar a proposta do Bloco de Esquerda para alterar o Código do Trabalho, com o objectivo de evitar que as medidas impostas pelo Governo do CDS/PSD na República afectem os trabalhadores dos Açores.

“Vasco Cordeiro tem que explicar às trabalhadoras açorianas se, aqui nos Açores, também quer aplicar o banco de horas, que transforma a vidas das mulheres, que são mães e que são donas de casa, num inferno, porque o patrão pode decidir, a qualquer momento, e de forma unilateral, que elas têm que trabalhar mais uma ou duas horas naquele dia”, disse Zuraida Soares, criticando as restantes medidas de ataque aos trabalhadores que o novo Código do Trabalho contém.

A candidata alertou ainda para os problemas existentes nos serviços de apoio às mães: “há falta de creches e ATL, os preços não são compatíveis com os ordenados de muitas mães, os horários são maus, e não existem transportes públicos coordenados de forma a responder às necessidades destas mulheres”.

Zuraida Soares voltou a reiterar a importância de reforçar o Bloco de Esquerda no parlamento, para que medida a medida e proposta a proposta, como aconteceu nos últimos quatro anos, os deputados do Bloco possam condicionar, para melhor, as vidas das pessoas, aprovando as propostas – independentemente do partido que venham – que respondam aos direitos e necessidades dos açorianos, e reprovando as que os penalizam.

A candidata coloca totalmente de parte ir para o Governo com o PS – partido que suporta a Troika – e rejeita também um acordo parlamentar.