O Bloco de Esquerda apresentou uma nova petição dirigida ao primeiro‑ministro, Luís Montenegro, exigindo medidas imediatas para travar o aumento do custo de vida e fazer com que os lucros extraordinários das grandes empresas contribuam para enfrentar a crise.
Segundo o texto da petição, enquanto a maioria das famílias enfrenta preços cada vez mais altos — desde combustíveis a bens essenciais, passando pelas prestações da casa — uma minoria continua a acumular lucros milionários. Empresas como a Galp ou a Sonae são apontadas como exemplos de grupos económicos que beneficiam da escalada de preços, aprofundando desigualdades num país onde muitos trabalhadores lutam para chegar ao fim do mês.
A petição denuncia ainda o impacto da instabilidade internacional, referindo que decisões tomadas por potências estrangeiras têm repercussões diretas no custo de vida em Portugal, enquanto o governo português “aplaude” essas ações e transfere os custos para a população.
O Bloco de Esquerda afirma que existem soluções e que o governo tem instrumentos para agir. Os subscritores da petição exigem que o executivo:
A iniciativa pretende reforçar a pressão pública para que o governo adote medidas que protejam quem trabalha e que combatam a desigualdade económica. O Bloco de Esquerda apela à participação de todas as pessoas que considerem injusto que a crise continue a ser paga por quem menos tem.
A petição pode ser assinada em custodevida.bloco.org.