Bloco defende continuidade da “Hora do Conto” com dinamizadores experientes e questiona Governo sobre cortes na Cultura

Bloco quer garantias de que o projeto “Hora do Conto”, na Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo, vai continuar a ser dinamizado por pessoas com experiência ou formação específica e questiona governo sobre restrições e cortes orçamentais nos Serviços de Desenvolvimento Cultural da Direção Regional da Cultura.

Depois de ter sido tornado público que podia estar iminente o fim ou suspensão da iniciativa “Hora do Conto” na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo, por razões orçamentais, a secretária regional da Educação, Cultura e Desporto esclareceu que o programa iria continuar, mas que passaria a ser dinamizada pelos trabalhadores da biblioteca.

O Bloco considera que a tipologia de atividade “Hora do Conto” exige alguém com experiência profissional, ou formação específica em disciplinas como pedagogia, literatura ou expressão dramática, pois o tipo de leitura e interpretação da história são o que enriquecem esta atividade face à mera leitura do texto.

“Captar e manter o interesse e entusiasmo dos participantes, bem como promover o carácter educativo, cultural e lúdico da atividade são condições necessárias para cumprir os objetivos da mesma e só se conseguem com formação ou experiência”, refere o requerimento enviado hoje ao Governo a pedir explicações sobre este assunto.

No requerimento, o deputado António Lima pergunta se o projeto “Hora do Conto” irá manter-se, quais as alterações que serão introduzidas e qual a experiência ou formação específica que terão os dinamizadores do projeto.

Mas a preocupação do Bloco vai além deste caso específico da “Hora do Conto”, porque as notícias que davam nota do fim deste projeto apontavam dificuldades orçamentais como o motivo desta decisão do governo, e notícias posteriores dão nota da possibilidade de existirem restrições orçamentais nos serviços externos, que poderão vir a afetar esta e outras atividades.

Por isso, o Bloco quer saber qual o alcance concreto destas restrições e qual o seu impacto real na programação e nos serviços prestados à comunidade.

Assim, no requerimento enviado ao Governo, o Bloco pergunta se vão existir cortes ou restrições orçamentais nos Serviços de Desenvolvimento Cultural da Direção Regional da Cultura, nomeadamente, nos oito museus de ilha, no Ecomuseu do Corvo, no Centro Arquipélago de Artes Contemporâneas, no Centro do Património Móvel e Imaterial e Arqueológico e nas três Bibliotecas Regionais.

Caso se confirme a existência de cortes orçamentais, o Bloco quer saber que serviços serão afetados, em que montantes e quais as soluções adotadas para garantir a continuidade e a previsibilidade das atividades face a estas restrições orçamentais.

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