Bloco defende regulamentação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde “é uma questão de justiça”

O Bloco de Esquerda defende que a regulamentação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde “é uma questão de justiça, uma obrigação legal e um contributo para o reforço do Serviço Regional de Saúde”, disse hoje a deputada Alexandra Manes, do Bloco de Esquerda.

A deputada lembra que a regulamentação desta carreira tem sido uma das lutas do Bloco na Assembleia da República: na legislatura passada a proposta passou na generalidade, mas o processo não ficou concluído devido à dissolução do parlamento, e a última tentativa foi feita em sede de Orçamento de Estado para 2022, tendo sido rejeitada.

Alexandra Manes considera que a regulamentação desta carreira, que apesar de estar prevista na Lei de Bases da Saúde nunca foi regulamentada, é uma questão de justiça devido às funções essenciais e específicas que estes profissionais desempenham.

A regulamentação desta carreira é também uma forma de reforçar o Serviço Regional de Saúde, porque vai permitir valorizar e melhorar as remunerações destes profissionais, que apesar de fazerem turnos, fazerem noites e fins-de-semana, recebem “pouco mais do que o salário mínimo”.

Estes técnicos “são absolutamente essenciais para o funcionamento de blocos operatórios, enfermarias” e por isso “o seu salário tem de ser consentâneo com a importância das suas funções”, defendeu a deputada Alexandra Manes.

O reconhecimento e a valorização destes profissionais não se fazem “com palavras de circunstância, com palmadinhas nas costas que não têm qualquer consequência ou com prémios que excluem mais do que incluem”, mas sim com “condições de trabalho, com carreiras próprias e com remunerações dignas”, concluiu a deputada do Bloco de Esquerda, no debate de uma anteproposta de Lei apresentada pelo PAN

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