O Bloco de Esquerda Terceira mostra-se descontente com os Orçamentos anunciados pelas autarquias de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória para 2023.
Em relação ao orçamento de Angra do Heroísmo, o Bloco salienta que o documento reflete algumas das preocupações que o partido já tinha manifestado, como a necessidade de colocar as respostas sociais em primeiro lugar, mas considera que era necessário ter um alcance maior para ajudar as famílias e as empresas – quase todas micro e pequenas – a enfrentar um ano que vai ser de grandes dificuldades devido ao aumento do custo de vida devido à inflação.
O Bloco lamenta que não esteja prevista nenhuma verba para implementar uma solução que acabar com a situação recorrente de maus cheiros na freguesia da Feteira, um problema que tem implicação na qualidade de vida dos residentes e para o qual o BE já alertou várias vezes.
Também se lamenta que não exista nenhuma medida que preveja a diminuição de circulação de veículos no centro histórico e que privilegie a utilização de transportes públicos coletivos.
O BE relembra ainda que o atraso na obra do Mercado Municipal se deve exclusivamente à intransigência do executivo camarário em não cumprir a lei vigente relativa ao património.
Na Praia da Vitória a situação é ainda pior, e as opções que o executivo coloca no Orçamento – como o aumento dos impostos para o máximo permitido, mesmo de alguns em que havia isenção, e o despedimento de pessoal – vão provocar grandes dificuldades e podem levantar sérios problemas económico sociais.
Estas medidas de austeridade que serão impostas pela autarquia da Praia da Vitória em 2023 contrastam com as verbas que são todos os anos gastas em touradas de praça, festas e construção de rotundas.
O Bloco destaca também o silêncio da autarquia da Praia da Vitória junto do Governo Regional relativamente à falta de investimento no Porto e na falta de avanços na descontaminação dos solos provocada pela utilização militar da Base das Lajes pelos EUA.
Em relação a ambos os concelhos, o Bloco Terceira relembra a necessidade de se investir em políticas de bem-estar animal que impeçam o aumento de animais abandonados, bem como de reprodução descontrolada.