O Bloco de Esquerda afirma que a demissão do secretário regional da saúde e desporto, Clélio Meneses, pelos motivos divulgados pelo próprio - “razões exclusivamente políticas, assentes em divergências insanáveis e inultrapassáveis, evidenciadas em sucessivas ingerências no exercício do cargo” - confirmam a acusação feita pelo Bloco de que existem capelinhas na saúde.
É o próprio titular da pasta que confirma sucessivas ingerências no exercício do cargo, o que é a prova cabal de que a pasta da saúde está dividida entre diferentes partidos da coligação - o PSD e o CDS.
Fica demonstrado uma vez mais que o governo e os partidos da coligação colocam à frente dos interesses dos açorianos e açorianas e da resolução dos muitos problemas do SRS, o seu próprio interesse partidário e as suas clientelas políticas.
Com este governo e esta coligação, a saúde e o SRS nunca estarão em primeiro lugar. A demissão do secretário da saúde e as razões que invoca são a confirmação da incapacidade do governo da coligação em governar. A governação resume-se à sua sobrevivência politica".